terça-feira, março 21, 2017

O outono voltou...
com ele memorias
com ele saudades
Uma certa incerteza paira
ha reflexões sobre amor
E se é amor, acaba?
Se passou não era amor?
Passei essa manha pensando
Até onde sou mais um louco?
Até onde isso é real?
Se a via é de mão dupla
Ate onde é meu limite?
Até ondo posso ir?
Liberdade assistida
Ou prisão consentida
um leve frio dói os ouvidos
daqui escuto pouco, só ruídos
Onde meu "eu" foi perdido?
"Va devagar" dizia o coração
Eu estava entorpecido
duas doses de carência
Multiplicou a libido
Baixei a guarda
fui derrotado, invadido
E o que era conhecimento
me fez tolo, iludido
Aprendendo as regras do jogo
me sinto menos perdido

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Quem sou eu

Estou a me procurar sempre, todo dia quando acordo, toda noite enquanto durmo. Como um canceriano sonhador, me procuro em tudo a minha volta. O beijo não dado, o silêncio no canto da sala Por isso me procuro, tentando ser eu mesmo. Sem me importar com julgamentos alheios Homem de humor fleumático Menino que sabe o que quer Sou feito de pele, carne e osso Um amante do que é novo Sobrevivente dos amores platônicos Sou dono do meu nariz Sei que estou aprendendo muita coisa, nada tem acontecido em vão. Sou uma pessoa que precisa ser forte e cada dia mais Preciso de amigos... Minha família é minha base Só não preciso provar nada pra ninguém Continuo crescendo, aprendendo, me fortalecendo... Todos os dias quando acordo...